O presidente do Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano defendeu hoje que a frente ribeirinha de Lisboa não deve ter habitação e que a função portuária é essencial para a sustentabilidade da cidade
«Habitação é tudo o que não se deve fazer na frente ribeirinha. Não há melhor localização para correr riscos em caso de desastres naturais», afirmou, apontando como exemplo as novas urbanizações de Alcântara.
Jorge Gaspar, que dirige o Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano (CEDRU), do Instituto Superior Técnico (IST), sublinhou a importância da carga portuária para a cidade e alertou para a necessidade de «correr riscos».
«As decisões a este nível devem ser tomadas em função do ambiente, da parte económica e da social, mas ter que s éter em conta a contemporaneidade e o risco. É preciso arriscar e não ir atrás de modas», afirmou, durante um seminário sobre «Sustentabilidade das Frentes Ribeirinhas», que decorreu na estação marítima Rocha Conde d'Óbidos.
O especialista lembrou ainda os cuidados a ter nas opções que se fizerem para a frente ribeirinha de Lisboa, sublinhando: «Há posições irreversíveis».