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Workshop de avaliação da 1ª fase do PLH
02-03-2009

Quantas pessoas queremos que venham viver em Lisboa foi uma das questões polémicas que se debateu no workshop de especialistas realizado esta manhã nos Paços do Concelho, a convite de Helena Roseta, no quadro do PLH - Programa Local de Habitação de Lisboa.

O workshop avaliou os primeiros resultados do diagnóstico do PLH e algumas das linhas de força que deverão enquadrar a estratégia da habitação em Lisboa, a submeter à Conferência "(Re)Habitar Lisboa", que terá lugar no próximo dia 6 de Março, no Teatro Aberto, a partir das 9h30.

Houve consenso na necessidade de encarar as políticas de habitação de forma integrada, englobando os equipamentos de proximidade, o espaço público e a mobilidade. Foi verberada a frequente descontinuidade das políticas quando há mudança de mandatos e a falta de avaliação, quer das boas práticas, quer dos erros cometidos.

Um dos temas que gerou controvérsia foi o de saber se Lisboa deve recuperar níveis demográficos do passado, ou até onde se deve prever o crescimento da capital. Houve quem defendesse que os 500.000 habitantes actuais representam um patamar de equilíbrio e não propriamente uma “perda” face aos 800.000 que Lisboa já teve. Há consciência de que nos últimos trinta anos muita coisa mudou e o tamanho e tipo de famílias de hoje são distintos dos do passado.

Mais pacífica foi a necessidade de definir políticas de âmbito nacional para a habitação, pois, como foi sublinhado, “o problema da habitação de Lisboa não se resolve em Lisboa.” A elevada quantidade de fogos devolutos e a necessidade de haver casas a preços acessíveis para as famílias foram outro dos temas invocados.

Estiveram presentes os arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Manuel Graça Dias, Raúl Hestnes Ferreira e Francisco Silva Dias, os professores do IST José Antunes Ferreira, Carlos Bana e Costa e Manuel Costa Lobo, os investigadores do LNEC António Baptista Coelho, Fernando Gonçalves e Ana Pinho, os docentes universitários Jorge Malheiros e João Seixas, o bastonário Fernando Santo, o economista Nuno Caleia, as juristas Sofia Galvão e Teresa do Passo, a deputada Leonor Coutinho, a ex-vereadora Maria José Nogueira Pinto, o engenheiro Pedro Cruz Gomes e a representante do IHRU, Virgínia Almeida.

A CML esteve representada pelos vereadores Helena Roseta e Manuel Salgado e pela Directora do Departamento do Planeamento Estratégico, Teresa Craveiro.