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Câmara vai recrutar zeladores para bairros municipais entre os desempregados
ARA, Lusa, 03-04-2009

A Câmara Municipal de Lisboa vai criar um grupo de zeladores dos bairros municipais, que serão recrutados temporariamente entre os desempregados e que receberão mais 20 por cento do que auferem no Fundo de Desemprego.

A revelação foi feita pela vereadora da Habitação e Acção Social, Ana Sara Brito, e insere-se num plano da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para, com o apoio do Governo e no âmbito das medidas de combate ao desemprego, criar uma ocupação temporária para alguns desempregados que reúnam as características pretendidas.

Em declarações à agência Lusa, a adjunta da vereadora, Maria de Lurdes Quaresma, explicou que está a ser feita uma candidatura no âmbito do Instituto do Emprego e Formação Profissional e que a iniciativa arrancará mal esta esteja concluída.

De acordo com a mesma fonte, iniciativa abrangerá para já 16 Zeladores de Bairro, que para além do dinheiro que recebem do Fundo de Desemprego irão auferir mais 20 por cento por parte da Câmara, bem como subsídio de alimentação e seguro.

O trabalho será temporário (durante o tempo permitido de subsídio de desemprego) e será aberta uma candidatura para pessoas que se ajeitem a fazer pequenas reparações domésticas, como pintar, fazer ligações eléctricas, reparar canalizações, entre outras.

Os futuros Zeladores de Bairro andarão acompanhados por fiscais da Gebalis (empresa camarária que gere os bairros municipais) e serão estes que identificarão os trabalhos e as reparações a fazer.

"A candidatura está online. Logo que esteja aprovada será feito o recrutamento e começará a funcionar", disse à Lusa Maria de Lurdes Quaresma.

A mesma fonte acrescentou que, além do Zeladores de Bairro, a CML "vai ter mais nove carregadores" - pessoas recrutadas no mesmo esquema de pagamento e que irão ajudar nas mudanças e realojamentos nos bairros municipais.

Ao abrigo do programa desenvolvido pelo Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, a Câmara vai concorrer para outras áreas e tem já programado utilizar mais 315 desempregados para desempenharem funções de limpeza urbana e manutenção dos espaços verdes, entre outras actividades.

Segundo Maria de Lurdes Quaresma, foi já feita uma candidatura para 150 desempregados.

Os custos para a Câmara deste projecto atingirão os 900 mil euros no período de um ano (para pagamento dos 20 por cento, subsídio de alimentação e seguro), enquanto os encargos com os zeladores de bairro e os carregadores serão suportados pela Gebalis, revelou a fonte.