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Relatório 1ª fase do PLH
Roseta propõe RECRIA para inquilinos
Susana Oliveira, Lusa, 16-04-2009

A vereadora da Câmara de Lisboa Helena Roseta propôs hoje a criação de um programa de apoio à reabilitação para os inquilinos como forma de acelerar a entrada no mercado de arrendamento de casas que precisam de pequenas obras.

"A criação de uma espécie de RECRIA para os inquilinos era uma das formas de colocar mais rapidamente no mercado casas que precisam de obras, mas que podem ser feitas pelos inquilinos a seu gosto, desde que com apoio", afirmou Roseta, no final da apresentação do relatório da primeira fase do Programa Local de Habitação (PLH).

A criação da figura de cooperativa para reabilitação, da cooperativa de inquilinos - para que sejam estes a gerir o bairro - e a intenção de acordar com o Instituto Nacional de Estatística a monitorização de um "cabaz urbano", com as despesas que cada família tem na globalidade com a casa, transportes e alimentação, foram algumas ideias reveladas pela equipa que está a elaborar o PLH.
"As pessoas quando escolhem o local para viver têm em conta não só o preço das casas ou das rendas, mas também todos os restantes custos que têm de ser avaliados", disse Helena Roseta.

A vereadora revelou ainda que a matriz estratégica do PLH, que vai definir as prioridades que a Câmara de Lisboa deve ter em matéria de habitação começa hoje a ser construída e para isso a equipa do Programa conta com a colaboração do Instituto Superior Técnico para avaliar as ideias e definir a sua eficiência e exequibilidade.
"Há medidas que são muito eficazes e exequíveis, que são as nossas ´pérolas´, e outras a que chamamos elefantes brancos, muito caras e que não interessam com certeza no PLH. É isso que vai ser feito agora", afirmou, sublinhando que há igualmente medidas "que só funcionam se feitas em conjunto com outras".
"Não me interessa fazer os hotéis low-cost sem a medida das casas as vazias da câmara e as políticas de realojamento, por exemplo", disse.

Helena Roseta apontou ainda alguma falta de coordenação e de comunicação interna na câmara, dando como exemplo o caso da Baixa.
"A Baixa foi por duas vezes classificada Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística (ACRRU), foi criado um Fundo Remanescente para o Chiado, uma Unidade de Projecto para a Baixa-Chiado, a Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Pombalina, a Agência para a Baixa Chiado e a EPUL também tem projectos no Chiado. Nalguns casos estão todos a trabalhar na mesma zona e ninguém sabe o que o outro está a fazer", afirmou, sublinhando a necessidade de sair "fora da caixa".
"É preciso sair fora da caixa, comunicar e trabalhar em conjunto, senão as coisas não resultam", afirmou.