HPLHCM Lisboa
Início > Notícias
Costa espera por nova Assembleia Municipal para lançar reabilitação urbana
ACL, Lusa, 09-07-2009

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), afirmou quarta-feira esperar por uma nova Assembleia Municipal para poder concretizar um programa de reabilitação urbana na cidade, que a maioria social-democrata naquele órgão inviabilizou.

“Vamos aguardar que haja uma nova Assembleia Municipal e que ela não mantenha a situação de paralisação na área da reabilitação urbana”, afirmou António Costa aos jornalistas na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.

A maioria social-democrata na Assembleia Municipal inviabilizou na terça-feira a contratação de um empréstimo de 120 milhões de euros destinado a um programa de reabilitação urbana.

“Acho absolutamente extraordinário que a mesma maioria que se lançou em grandes operações mediáticas de falsa reabilitação sem que houvesse projecto, sem houvesse financiamento, venha agora impedir a resolução de um problema que criou”, declarou.

António Costa referia-se às chamadas “mega-empreitadas” de reabilitação lançadas no mandato de Santana Lopes que, afirmou, estão “estagnadas há anos”, estimando-se em um milhão de euros anuais os custos que a autarquia suporta com os realojamentos dos moradores retirados de suas casas.

Para o autarca, o chumbo do empréstimo terá ainda um “impacto altamente negativo na situação económica” da cidade, contrariando as orientações do PSD, que defende as pequenas obras de reabilitação em detrimento das grandes obras.

Segundo António Costa, entre as mais de 300 obras de requalificação previstas pelo executivo, 50 por cento seriam realizadas com alvará 1, referente às micro, pequenas e médias empresas.

Questionado sobre o facto de os deputados municipais do PSD terem criticado a sua ausência no debate de terça-feira, o presidente da Câmara afirmou serem “desculpas de mau pagador”, sublinhando que se disponibilizou a deslocar-se à Assembleia.

O autarca referiu ainda que as "condições absolutamente excepcionais" em que o empréstimo foi negociado podem não se repetir, num contexto de "instabilidade dos mercados financeiros".