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CML deve exigir da Administração Central verbas para a Reabilitação Urbana com urgência.
SO/ACL, Com LUSA (título e destaques nossos), 24-02-2010

A vereadora da Habitação, Helena Roseta, alertou hoje na reunião do executivo municipal para o facto de “a dimensão do risco de derrocada em Lisboa ser, neste momento, enorme". "A Câmara sozinha não vai conseguir fazer frente a isto, nem os proprietários sozinhos conseguem”, declarou, apelando a toda a autarquia para que faça “uma pressão junto da administração central”.
“Precisamos que haja um programa de apoio à reabilitação urbana”, defendeu.

A vereadora da Habitação, Helena Roseta, alertou hoje na reunião do executivo municipal para o facto de “a dimensão do risco de derrocada em Lisboa ser, neste momento, enorme”.
“A Câmara sozinha não vai conseguir fazer frente a isto, nem os proprietários sozinhos conseguem”, declarou, apelando a toda a autarquia para que faça “uma pressão junto da administração central”.

“Precisamos que haja um programa de apoio à reabilitação urbana”, defendeu.

O município de Lisboa tem mais de 7700 edifícios não municipais em mau ou muito mau estado de conservação e as freguesias de Coração de Jesus, Santos-o-Velho e Santa Justa são as que apresentam piores índices.

De acordo com os dados apresentados hoje em reunião de Câmara por Helena Roseta, dos quase 55 mil edifícios (54 934) não municipais em Lisboa, mais de 7757 estão em estado de mau ou muito mau estado de conservação. Deste grupo, quase mil (972) apresentam grande risco de segurança.

De acordo com os dados disponibilizados pela autarquia, a freguesia com maior percentagem de edifícios não municipais em mau ou muito mau estado de conservação é a de Coração de Jesus, onde quase metade dos 698 edifícios está nestas condições.

Derrocada parcial em edifício, quarta em quatro dias
Uma derrocada parcial hoje num edifício particular da Rua Poiais de São Bento, em Lisboa, vai obrigar a realojar uma pessoa, disse à Lusa o vereador da Protecção Civil na autarquia lisboeta, Manuel de Brito.

Trata-se da quarta derrocada na capital no espaço de quatro dias, depois de uma derrocada em Alfama ter obrigado ao realojamento de onze famílias e da derrocada de dois prédios devolutos na Graça e na Mouraria.

No edifício onde ruíram as escadas hoje vivia uma mulher de 63 anos, que recusou abandonar o local, tendo assinado um termo de responsabilidade para pernoitar na casa, afirmou Manuel de Brito.

Segundo o vereador da Proteção Civil, será encontrada uma alternativa de residência para a moradora na quinta feira, conjuntamente com o senhorio e um familiar.

Depois do alerta, cerca das 17:30, foi acionada a Proteção Civil e o Regimento de Sapadores Bombeiros, acrescentou.