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Reabilitação urbana deve ser a "prioridade absoluta"
AYL, LUSA, 26-02-2010

O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI) afirmou hoje que a reabilitação urbana deve ser a “prioridade absoluta” do setor e defendeu que esperam ser integrados no Conselho Económico e Social.

“34 por cento dos edifícios do país têm necessidades de intervenção, existe um consenso na sociedade, os partidos estão de acordo e o Governo quer que se dê prioriodade à reabilitação. Acho que é o momento de darmos prioridade absoluta a este segmento”, disse Reis Campos.

No dia da tomada de posse dos primeiros órgão sociais da CPCI, cerimónia que se realizou no Centro Cultural de Belém, Reis Campos realçou o peso do setor na economia portuguesa, onde representa “820 mil trabalhadores, 220 mil empresas, um peso no PIB na ordem dos 18 por cento e no investimento de 49 por cento”.

“Esta confederação vai ter voz e dar voz às suas associações. Vamos fazer a mesma pressão do Governo, mas acredito que com resultados melhores”, salientou.

Em relação à intenção da CPCI de integrar o Conselho Económico e Social, para o qual apresentou candidatura, o presidente referiu que vão ser ouvidos no dia 02 de março. “Não faz sentido nenhum que não sejamos um parceiro estratégico”, disse.

Presente na cerimónia esteve o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, que considerou importante que os empresários de Portugal consigam “associar-se e criarem sinergias”.

“A constituição desta confederação é muito importante, pois o ministério passa a ter um interlocutor privilegiado e poderemos, assim, estabelecer uma plataforma de cooperação muito importante, que irá permitir responder a desafios importantes da economia portuguesa”, salientou.

António Mendonça reconheceu também o peso da CPCI como representante de “um número muito significativo de empresas” de um setor importante em termos económicos.

“Temos que ter consciência que o se passar no setor da construção e imobiliário é fundamental para a economia. Se este setor crescer, a economia, como um todo, também o fará”, concluiu.