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Quase metade dos moradores dos bairros municipais com rendas em atraso
SO, LUSA, 21-04-2010

Quase metade dos moradores dos bairros municipais de Lisboa têm rendas em atraso e um em cada quatro tem atrasos de meio ano nos pagamentos, revelou a vereadora Helena Roseta, responsável pelo pelouro da Habitação.

A autarca, que hoje se reúne com os moradores dos bairros Padre Cruz e da Horta Nova, na primeira das reuniões de esclarecimento sobre a aplicação da renda apoiada nas casas municipais geridas pela Gebalis, garantiu que não aplicará as novas rendas sem explicar primeiro aos moradores como tudo funciona.

"Não se pode fazer as coisas sem explicar às pessoas a metodologia e como as coisas se vão processar", afirmou a vereadora, que espera poder aplicar a renda apoiada nos bairros municipais a partir de Setembro.

"A reunião de hoje é a primeira de várias que vão acontecer e é para dar as ideias gerais. É preciso começar a preparar caminho e explicar tudo primeiro e ouvir as pessoas", afirmou.

De acordo com a responsável, das 23 000 casas municipais, 18 000 são cedências precárias, que ao abrigo das novas regras passarão a ser abrangidas pelo regime de renda apoiada.

De acordo com Helena Roseta, a autarquia gasta por ano 75 milhões de euros para suportar a diferença entre a renda social e a renda técnica.

"Isto é excluindo as dívidas, que se juntarmos é um valor que deverá rondar os 10 a 12 milhões", acrescentou.

Em fevereiro, a autarquia decidiu formar um grupo de trabalho para analisar as implicações da aplicação do regime da renda apoiada ao património municipal gerido pela Gebalis, apresentar propostas de critérios e fazer um plano de intervenção.

"Até haver regulamento aprovado vão funcionar as medidas provisórias", afirmou Helena Roseta, referindo-se a um conjunto de regras definidos pela câmara para a gestão social e patrimonial dos bairros municipais, onde moram cerca de 80 mil pessoas.