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Gebalis vai ser reestruturada
Telma Roque, JN, 13-10-2010

A Gebalis, empresa municipal que gere os bairros sociais da cidade e que enfrenta uma situação de quase "falência técnica", vai ser reestruturada, segundo uma proposta ontem apresentada por Helena Roseta e Maria João Mendes, vereadoras da Habitação e Finanças, respectivamente, que veio a ser aprovada pelo executivo.
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A proposta de manutenção da empresa, que poderá passar pela redução de colaboradores, diminuição de gabinetes de atendimento nos bairros e a atribuição de 12,3 milhões de euros no orçamento municipal de 2011 para a recomposição dos capitais próprios, foi aprovada com os votos contra do PCP, CDS-PP e do PSD.

E se a Câmara libertar a Gebalis da responsabilidade de zelar pela manutenção dos espaços verdes, incluindo em espaços que já não são na sua maioria municipais - ou então celebrar contratos-programa para o efeito - tal poderá permitir à Gebalis devolver os 12 milhões em oito anos.

Aos jornalistas e à saída da reunião do executivo, as vereadoras justificaram os maus resultados da empresa com a admissão de pessoas "por razões político-partidárias e a prática de gestão danosa", avaliada em 5,5 milhões de euros, e que motivou uma queixa-crime da actual administração.

Helena Roseta sublinhou que houve ainda grandes intervenções nos bairros suportadas pela Gebalis que não são compatíveis com as rendas que recebem. "O património é da Câmara, a Gebalis apenas gere esses fogos", frisou, acrescentando que as rendas são, em média de 78 euros, mas há rendas a partir dos quatro euros.

A estes factores negativos acrescem os atrasos no pagamento das rendas, acumulados ao longo de vários anos. Motivo que levará a Câmara a fazer um levantamento dos casos, tal como aconteceu com os fogos dispersos.

Ao contrário do CDS-PP e do PSD, que apresentaram propostas no sentido de extinguir a Gebalis, o PCP votou contra todas as propostas envolvendo a empresa municipal - melhoramento do desempenho da Gebalis; extinção; aprovação do relatório e contas: e plano de actividade e orçamento de 2010 - mas entende que a Gebalis deve continuar a existir.