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Mais de 1000 participações na consulta pública dos BIP/ZIP
SO, LUSA, 19-10-2010

A consulta pública da carta dos Bairros/Zonas de Intervenção Prioritária (BIP/ZIP) em Lisboa recebeu mais de 1000 participações, segundo dados relevados hoje pela vereadora Helena Roseta.
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A responsável pelo pelouro da Habitação na Câmara de Lisboa manifestou-se satisfeita com a participação conseguida nesta consulta pública, adiantando que dos 1039 inquéritos recebidos, 813 foram respondidos em papel e 226 via internet.

A maior parte (87 por cento) das pessoas que responderam aos inquéritos elaborados pela autarquia manifestou-se de acordo com a proposta de carta apresentada, que aponta para 61 BIP/ZIP espalhados pelo concelho.

O desemprego, a degradação do património e a marginalidade são as principais preocupações dos moradores dos BIP/ZIP identificados que participaram na consulta pública.

A quantia proposta para investir nos BIP/ZIP é de um milhão de euros por ano, verba que será atribuída mediante um orçamento participativo próprio “para comprometer a autarquia”, segundo Helena Roseta.

A carta dos BIP/ZIP deverá ficar anexada ao Plano Diretor Municipal (PDM), que está em revisão.

As regras para distribuição deste milhão de euros ainda estão por definir e terão de ser aprovadas pela autarquia.

De acordo com a carta elaborada, a freguesia de Marvila é a que mais bairros/zonas de intervenção prioritários tem definidas, com nove áreas, entre as quais os bairros dos Lóios, Amendoeiras, Flamenga, Condado, Armador, Alfinetes e PRODAC.

A definição dos bairros de intervenção prioritária era uma das medidas previstas nos objetivos do Plano Local de Habitação (PLH), aprovados em 2009 pela autarquia, que incluía a concretização de programas adequados de regeneração urbana para estas áreas.