A vereadora da Habitação da Câmara de Lisboa, Helena Roseta, admitiu à agência Lusa a contratação de um empréstimo para recuperar habitações nos bairros sociais, uma vez que a autarquia necessita de 131,2 milhões de euros e não tem financiamento.
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Numa reunião da Assembleia Municipal sobre os bairros sociais de Lisboa marcada para hoje, Helena Roseta disse que "o montante total das obras previstas a dez anos é de 144 milhões de euros", para recuperar problemas em habitações, como problemas de infiltrações, em fachadas e coberturas.
No entanto, a câmara apenas tem "contratos programa realizados com a Gebalis municipal de gestão dos bairros municipais no valor de 12,8 milhões de euros que estão em curso".
Helena Roseta salientou que "não há mais verba disponível para mais obras" e que "não há capacidade financeira para fazer o que é preciso", lamentou.
No final da reunião, a vereadora da Habitação admitiu à agência Lusa a possibilidade de a câmara recorrer a um empréstimo bancário.
"Estou a tentar arranjar formas de financiamento. Há uma iniciativa comunitária para financiamento energético que tem muito a ver com cobertura de fachadas - um dos maiores problemas -, há um fundo de desenvolvimento urbano. Mas se não for assim terei de ver com o presidente a possibilidade de a câmara contrair um empréstimo para reabilitação urbana", admitiu.
Helena Roseta avançou ainda que está a ultimar um "Programa de Valorização de Património Imobiliário", para apresentar ao executivo até ao final de novembro, que vai "avaliar património que possa ser vendido", de modo a "arranjar receita para reinvestir na área da habitação".
Na reunião da Assembleia Municipal a vereadora informou ainda que 22 por cento dos inquilinos não pagam a renda a tempo e que por ano a GEBALIS faz 20 milhões de euros com as rendas.
A vereadora salientou ainda que em 2010 os pedidos de redução de rendas resultaram numa quebra, para a GEBALIS, de 1,6 milhões de euros e, no primeiro semestre deste ano, "já representaram metade desse valor".