A vereadora da Habitação da Câmara de Lisboa opôs-se hoje à ocupação do edifício devoluto na Rua de São Lázaro, considerando que a solidariedade com a Es.Col.A da Fontinha “não pode a pisar os direitos dos outros”.
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Vários jovens ocuparam um prédio devoluto na rua de São Lázaro, em Lisboa, na noite de quarta-feira em solidariedade com o grupo de activistas do movimento Es.Col.A que ocupou a desactivada escola da Fontinha, no Porto.
Questionada pela agência Lusa sobre esta questão, a vereadora da Habitação, Helena Roseta, opôs-se à ocupação, considerando que “há várias formas de demonstrar solidariedade, sem ser a por um pé em cima dos direitos dos outros”.
Helena Roseta recordou que “quem precisa de habitação ou de um espaço para actividades pode candidatar-se e pedir à câmara, seguindo os regulamentos” e “sem passar por cima de outras pessoas”.
Ainda assim, a vereadora disse que quer reunir-se com os responsáveis pela ocupação para dizer que “assim não pode ser”, mas também para que os jovens possam “apresentar as suas ideias”.
“A câmara tem muitos espaços devolutos e se eles têm ideias para esses espaços, que as transmitam, mas não assim”, disse.
Os jovens vão ser notificados pela Polícia Municipal para sair do edifício e terão 10 dias a partir daí para o fazer livremente.
Na semana passada, o movimento Es.Col.A foi despejado do local, com recurso a força policial, por ordem da Câmara do Porto.
Na quarta-feira, a escola devoluta da Fontinha voltou a ser reocupada por milhares de pessoas, que quebraram o cadeado de protecção.
Hoje, funcionários municipais entaiparam as entradas do edifício.