No encerramento dos trabalhos de mais um seminário do programa ECOHABITAT-Interreg IVB SUDOE, que decorreu em Lisboa de 9 a 10 de Setembro, a vereadora da Habitação da Câmara de Lisboa, Helena Roseta, salientou a importância de esquecer as fronteiras politicas e valorizar as realidades geográficas comuns.
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Lisboa, Toulouse, Barcelona. Três cidades, do sudoeste europeu, que juntam esforços e vontades, no sentido de “promover a evolução dos métodos de edificação para soluções sustentáveis do ponto de vista ambiental”.
O projecto, que envolve as componentes cientifica, politica e tecnológica, pretende responder às necessidades específicas desta zona da Europa, em tudo diferentes dos países do norte.
Em jeito de balanço foram apresentadas as conclusões dos trabalhos: criação de sistema de certificação de materiais e tecnologias de construção sustentável especifico ao clima do território sudoeste europeu; criação de um pós-master especializado em habitação social sustentável entre as universidades parceiras; criação de rede de colaboração entre os 3 municípios, organizações empresariais da construção e universidades; afirmação colectiva da especificidade regional no contexto das directivas comunitárias.
Desde a sua adesão a este programa, em 2009, Lisboa tem procurado estabelecer parcerias com diversas entidades no sentido de materializar a política de reabilitação do edificado da cidade, afirmou a vereadora. Neste sentido, a colaboração da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, permitiu desenvolver o programa Eco-Bairro Boavista Ambiente+ e, através dele, a reabilitação de um bairro identificado como zona de intervenção prioritária.
Para o próximo quadro de financiamento de 2014, Lisboa “ já fez o trabalho de casa”, revelou Helena Roseta, que apontou as quatro linhas programáticas: um grande programa de reabilitação urbana, com especial atenção à resistência sísmica dos edifícios (apenas 25% dos edifícios de Lisboa cumprem estes requisitos de segurança); a preparação de uma cidade solar, aproveitando as condições únicas de uma cidade com mais de 200 dias de exposição solar; a identificação dos bairros mais esquecidos, através do programa BIP/ZIP; e o novo plano de acessibilidade pedonal.