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Ciclo de reflexões “Intervir no Local: novas práticas, novas questões”
CH, 09-06-2014

A Vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local, Paula Marques, estará presente como comentadora na primeira sessão do ciclo de reflexões “Intervir no Local: novas práticas, novas questões”, na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, no dia 12 de Junho.

O Gestual, Grupo de Estudos Socio-Territoriais e Urbanos e Acção Local, associa-se às comemorações do 40º aniversário do SAAL, uma experiência inovadora de produção colectiva de ‘cidade para todos’, com a organização do ciclo de reflexões “intervir no local: novas práticas, novas questões”, em que se insere esta primeira sessão.

As aceleradas transformações mundiais e nacionais ligadas à afirmação do capitalismo financeiro e à actual situação de crise profunda do sistema com perda acelerada de direitos, reflectem-se nas formas de produzir cidade: assistimos por um lado à renovação das áreas centrais valorizadas, associada a processos violentos de gentrification e despejos; e por outro à emergência de novos olhares e novas práticas, ao nível processual e técnico, direccionadas para as margens urbanas, atentas ao lugar e aos seus residentes, aos seus direitos, emanadas das próprias organizações locais ou de organizações solidárias, de universidades, de grupos profissionais mas também do poder público municipal e central. É sobre estes novos processos de resistir e de intervir in loco, na defesa dos direitos à habitação e ao lugar, visando a sua qualificação, a dignificação da vida dos habitantes e o seu empoderamento, que este ciclo pretende reflectir.

Esta primeira sessão inclui: uma conferência por Yves Cabannes sobre seis vias alternativas de construir cidade, no contexto internacional; e um encontro que junta grupos de acção local e comentadores especialistas para debater em torno de seis casos nacionais recentes e diversificados, três dos quais ocorrem no quadro do novo programa municipal de Lisboa, o BIP/ZIP.

Objectivos da sessão:

– Reflectir sobre vias e perspectivas alternativas internacionais de construir cidade;
– Discutir sobre as questões que as novas formas de intervenção local colocam, reflectindo em torno de casos concretos nacionais, conduzidos sem e com o apoio dos organismos públicos;
– Reflectir sobre as várias dimensões da participação inerentes aos processos locais de transformação urbana;
– Reflectir sobre a relação entre os pequenos projectos territoriais de intervenção à escala local e os planos municipais de ordenamento territorial consagrados no actual Sistema de Gestão Territorial português;
– Criar as bases para a concepção colectiva de um manifesto sobre o papel das intervenções locais na produção de um território mais justo.