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Bairro da Liberdade
Processo de realojamento praticamente concluído
SO, LUSA, 02-03-2010

A Câmara de Lisboa prevê ter o processo de realojamento dos moradores do Bairro da Liberdade "praticamente concluído" no final da semana, ficando apenas "um ou dois casos por resolver", disse à Lusa a vereadora Helena Roseta.
A autarca falava a propósito da evacuação que a autarquia foi obrigada a fazer na Rua Pardelhas Sanches na noite de sexta feira por causa do alerta laranja da proteção civil.

"Houve pessoas muito zangadas, mas nós estivemos à espera das últimas previsões da proteção civil. Alguns moradores foram acordados de madrugada, mas as pessoas tinham sido informadas do que poderia acontecer e esta era, de facto, uma situação de risco", explicou a vereadora responsável pela Habitação.

Num ponto de situação feito à agência Lusa, Helena Roseta disse que a evacuação de sexta feira abrangeu cerca de 20 casos e acrescentou que as pessoas estão a ser autorizadas a ir às casas para recolher os seus haveres e preparar a mudança, mas não a permanecer no local.

"Neste momento há três ou quatro situações por resolver, sobretudo de moradores doentes, alguns a quem a autarquia está a tentar garantir apoio domiciliário", afirmou a autarca, sublinhando que as pessoas que sexta feira tiveram de abandonar as suas casas ficaram em pensões ou em casas de familiares.

"Já estamos na reta final e a situação é atualizada diariamente, quase hora a hora", afirmou a vereadora lembrando que este ano já houve pequenos deslizamentos de terras e que as obras de demolição por parte da autarquia já avançaram.

"As obras já arrancaram, mas ainda sem máquinas no terreno. É um trabalho que tem que ser feito com pinças", afirmou.

Depois de ter sido detetado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) o risco de colapso numa zona da encosta do Bairro da Liberdade, a autarquia decidiu ordenar o ano passado a desocupação imediata da zona entre a rua Inácio Pardelhas e a Rua B e a consequente demolição das habitações

Segundo dados da autarquia, a intervenção na escarpa do Bairro da Liberdade afeta 63 famílias, cinco das quais avançaram com providências cautelares por causa dos realojamentos. Destas, a autarquia reconheceu direito a realojamento a quatro.

Mesmo nos casos em que as famílias prescindem do realojamento, ou não se enquadram nos critérios para atribuição de habitação ao abrigo do programa PROHABITA, a autarquia tem previsto, em último recurso, atribuir um ano de renda média como indemnização pela demolição da casa.

Para arrendar casa, as famílias terão o apoio da autarquia durante 12 anos.