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Cerimónia de Homenagem pelos 50 anos do GTH de Lisboa
19-05-2009

O Município de Lisboa celebrou, dia 19 de Maio, os 50 anos da criação do Gabinete Técnico de Habitação (GTH), com uma sessão de homenagem aos ex-colaboradores do GTH e uma exposição sobre o trabalho pioneiro deste organismo.
A iniciativa que teve lugar no Fórum Lisboa inseriu-se no âmbito do Programa Local de Habitação de Lisboa, projecto coordenado pela vereadora Helena Roseta, e com o apoio da Comissão Permanente de Habitação, Reabilitação Urbana e Bairros Municipais da Assembleia Municipal.

Na cerimónia, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, mostrou grande satisfação e orgulho em fazer parte desta iniciativa que no “âmbito do Programa Local de Habitação surgiu esta boa ideia de homenagear aqueles que trabalharam no GTH. Neste momento em que o município procura definir uma nova geração de políticas para a habitação, é bom lembrarmos que as cidades são feitas de memórias e são feitas de história e que o contributo que o GTH deu nos projectos que foi desenvolvendo - nos Olivais Norte, Olivais Sul e Chelas -, foram marcas muito relevantes na história da cidade e grandes contributos para as políticas de habitação ao nível municipal”, referiu o autarca. Por esta razão e no âmbito do Programa Local de Habitação a Câmara Municipal de Lisboa resolveu fazer uma exposição sobre os trabalhos do GTH e uma sessão de homenagem a todos os que trabalharam e colaboraram no GTH.
António Costa aproveitou a ocasião para fazer uma referência particular a “um arquitecto que exerceu funções no GTH, o arquitecto Rafael Botelho, pela forma como cessou as funções no gabinete e prestar-lhe honra do município e reconhecimento pelo seu trabalho e pelo grande contributo que deu ao Gabinete Técnico da Habitação”. O presidente da autarquia quis ainda salientar a importância dos homenageados da sessão, pois “eles são hoje uma referência ímpar de engenharia ou de arquitectura do nosso país, todos eles mais conhecidos, menos conhecidos são para nós uma referência muito importante do trabalho que foi desenvolvido na cidade e a todos queria expressar o meu reconhecimento, em nome do município, pelo contributo que deram para a cidade que temos hoje”, concluiu o edil.

Em representação da presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, esteve o 1º secretário da mesa da AML, Jorge Antas, que demonstrou uma enorme satisfação e agradeceu, a associação do “parlamento da cidade”, que é a Assembleia Municipal, “a uma justa homenagem a quem tanto fez pela nossa cidade”, referindo-se a todos os funcionários que receberam hoje a distinção.
Entre os cerca de 900 homenageados, encontram-se figuras destacadas do urbanismo e da arquitectura portuguesa, como os arquitectos José Rafael Botelho, Nuno Teotónio Pereira, Bartolomeu da Costa Cabral, Álvaro Dentinho, Manuel Tainha, Duarte Castel-Branco, Francisco Silva Dias, Nuno Portas, António Reis Cabrita, Raúl Hestnes Ferreira, Tomás Taveira, Luís Vassalo Rosa, Carlos Duarte e Gonçalo Byrne ou os engenheiros Aquilino Ribeiro Machado, Jorge de Carvalho Mesquita, Ruy Poole da Costa e José Rumina Dinis, entre muitos outros.

O GTH, criado como serviço municipal há 50 anos, subsistiu até 1990 e contribuiu de forma inovadora para a expansão urbanística da cidade de Lisboa e para o acesso à habitação de muitas famílias. Foi um verdadeiro laboratório, através de operações de grande escala, inéditas no quadro nacional. A intervenção maciça de arquitectos e outros técnicos no maior conjunto de habitação social até então planeado foi uma escola de projecto colectivo e multi-disciplinar. Actuou inicialmente nas zonas definidas pelo Decreto-Lei n.º 42.454 de 1959 – Olivais Norte, Olivais Sul e Chelas –, visando resolver a crise habitacional em Lisboa.
Alguns aspectos relevantes dos processos lançados pelo GTH foram:
- Representação fidedigna dos princípios da Carta de Atenas (Olivais Norte), como em poucos casos na Europa;
- Intervenção da arquitectura paisagística;
- Pioneira integração de arte pública em habitação social (Olivais);
- Aposta no espaço público (Chelas) como princípio do desenho urbano.
Ao exercício técnico, juntou-se o papel interventivo na sociedade, numperíodo particularmente intenso de inquietude, em que o novo e a modernidade podiam ser vistos como abertura, para uns, e ameaça, para outros

Documentos
Documento em Formato application/pdf Programa da Cerimónia de Homenagem aos 50 anos do GTH436 Kb