Este Plano foi elaborado pelo Grupo de Trabalho para a Pessoa Sem Abrigo consituido no âmbito da Rede Social de LIsboa e aprovado pelo plenário do Conselho Local de Acção Social de LIsboa em 4 de Maio de 2009.
O Plano Cidade PSA -Lisboa aponta para um novo paradigma na intervenção nesta área, dadas a multidimensionalidade e complexidade do fenómeno e a a necessidade de definir uma estratégia concertada, com vista ao desenvolvimento de medidas de intervenção.
O instrumento utilizado para caracterizar a população foi uma monitorização, desenvolvida pelas equipas de rua que intervêm com a população sem abrigo da cidade de Lisboa, ao longo do ano 2007.
A grande mudança paradigmática incide na promoção de uma perspectiva de intervenção integrada , centrada nas questões das pessoas, que considere o indivíduo (e não o grupo) como preocupação central. Mas a alteração paradigmática adquire uma dupla dimensionalidade, ao nível da intervenção e ao nível dos pressupostos segundo os quais a intervenção é planeada.
Seguindo esta perspectiva integradora do fenómeno, o ”envolvimento” é um mecanismo fundamental e acontece (pelo menos) a dois níveis: por um lado o envolvimento entre técnicos e população, por outro lado, o envolvimento entre as instituições, fundamental para tornar possível uma ideia de intervenção integrada.
As três etapas fundamentais descritas no Plano Cidade PSA para a estratégia integrada de intervenção são:
I - Emergência Social e Orientação
II - Motivação e Acompanhamento
III - Inserção e Autonomização
Prevê-se a implementação da figura do gestor de caso que, entre várias funções, garantirá a coerência e adequabilidade técnica do apoio em cada situação, constituindo o cerne num processo de integração.
| Plano Cidade para a Pessoa Sem Abrigo - Lisboa | 658 Kb |