HPLHCM Lisboa
Início > Notícias
No dia de ínicio da "Casa Aberta"
Dezassete já se candidataram a casas a preços acessíveis da Câmara de Lisboa
SYP // JLG., Lusa, 21-01-2013

A Câmara de Lisboa recebeu já, mesmo sem terem sido visitadas as casas, 17 candidaturas ao programa renda convencionada, que disponibiliza para arrendamento 18 fogos municipais com preço entre o valor social e o de mercado, disse hoje a vereadora da Habitação.

"Já há candidaturas, já tivemos 17.000 visitas ao site www.rehabitarlisboa.cm-lisboa.pt, onde os interessados podem conhecer as características das casas e 17 candidaturas já confirmadas, mesmo sem terem visto as casas. Hoje começamos a mostrar a toda a cidade os apartamentos que temos para aluguer", disse Helena Roseta, numa visita a dois desse fogos localizados no Bairro dos Lóios, em Marvila.

São um T3, com duas casas de banho, e um T2, apenas com uma, ambos com garagem e arrecadação e custam, por mês, 618 e 506 euros, respetivamente.

Helena Roseta admite que estas são das habitações mais caras do programa de arrendamento: "Há T0, T1, T2 com valores bastante mais baixos, com valores entre os 270 e os 600 euros, mas também são mais pequenas. Estas são casas maiores. Seiscentos euros para uma família é uma renda elevada mas para ter um T3 com arrecadação e garagem em Lisboa ter-se-á de pagar muito mais,[a preço de mercado", disse.

A vereadora da Habitação e Acção Social explicou que com a crise, a Câmara apercebeu-se de que "há muitas pessoas que se candidatam a habitação municipal, mas que não as conseguem ter porque os seus rendimentos não são tão baixos que a consigam ter, mas também não conseguem ter uma casa no mercado, porque as rendas são muito mais caras".

Daí ter surgido a Renda Convencionada, com "modelos mais intermédios", indicou a autarca, acrescentando que este é o primeiro concurso que está a ser feito - as casas serão atribuídas por sorteio - e que, consoante as candidaturas que surgirem, "se for preciso ajusta-se" o programa.

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que acompanhou a visita, considerou que a crise está a alterar o "paradigma imobiliário na Área Metropolitana de Lisboa", dado que "cada vez mais pessoas procuram mais casas para arrendar e menos para comprar casa própria, cada vez mais para reabilitar e menos construção nova, e cada vez mais em Lisboa e menos na periferia".

O autarca socialista afirmou que este é um movimento que a câmara quer "acompanhar, apoiar e estimular" para ter "mais pessoas e mais empregos" e cumprir um dos objectivos do novo Plano Director Municipal da cidade, aprovado no verão passado.

"Para isso é fundamental pormos no mercado todos estes imóveis que nós tínhamos, que estavam desocupados, e que queremos valorizar no mercado", disse.

As candidaturas estão abertas até dia 28 de Janeiro e os fogos serão sorteados pela câmara no dia 30 de Janeiro.